Promotor
ÉGIDE - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DAS ARTES
Sinopse
O Officium Ensemble apresenta um programa inteiramente dedicado à música inédita da Sé de Évora, revelando a riqueza da chamada “geração de ouro” da polifonia portuguesa. O destaque recai sobre obras de Estêvão Lopes Morago (c.1575–c.1630), mestre de capela da Sé de Viseu e uma das figuras mais expressivas da escola eborense, cujas composições foram recentemente transcritas para notação moderna pelo musicólogo José Abreu (Universidade de Coimbra). Entre elas, ouve-se pela primeira vez em época moderna o impressionante Caligaverunt oculi mei, a 8 vozes, testemunhando a ousadia retórica e a densidade expressiva da escrita policoral portuguesa. O programa completa-se com obras de Duarte Lobo, Filipe de Magalhães, Manuel Cardoso e Estêvão de Brito, sublinhando os diálogos criativos entre Évora, Lisboa e outras capitais ibéricas no apogeu da Renascença.
Programa:
Asperges me – Estêvão Lopes Morago (c.1575 – c.1630)
Missa Dominicalis, a 5 – Estêvão Lopes Morago – [15’] Kyrie
Commissa mea, a 6 – Estêvão Lopes Morago
Missa Dominicalis – Estêvão Lopes Morago Credo
Audivi vocem, a 6 – Duarte Lobo (1565–1646)
Missa Dominicalis – Estêvão Lopes Morago Sanctus – 2’ Agnus Dei
Commissa mea, a 6 – Filipe de Magalhães (c.1571–1652)
Hierusalem surge, a 4 – Estêvão Lopes Morago
Aquuam quam ego dabo, a 5 – Manuel Cardoso (1566–1650)
Caligaverunt oculi mei, a 8 – Estêvão Lopes Morago
Seniores populi, a 8 – Estêvão Lopes Morago
Vidi Dominum, a 8 – Estêvão de Brito (1570–1641)
Preços